a procura do tom

02/07/2004 19:40
Pessoal fui expulso do blig estes mercenários corruptos...Agora só pra assinantes. tudo bem entrem no meu novo endereço:
aprocuradotom.zip.net

Estarei de férias no trabalho até dia 26 de julho, pouquinho né?
Beijos e adeus blig!
TOM
enviada por TOM



16/06/2004 13:36
Caros leitores, apesar de este serviço do blig estar péssimo, insisto em continuar postando algumas coisas pelo menos até eu encontrar um novo “alojamento virtual”.
Tenho tanto a escrever sobre as provocações que a vida tem me feito...
Fui pela primeira vez à Parada do Orgulho GLBT em São Paulo no domingo. Um evento engraçado antes de qualquer análise, o desfile de tipos engraçados e até bizarros se fundia a uma grande massa de curiosos, drag-queens, homossexuais mais discretos, transgêneros etc. Tão fundidos que as diferenças nada sutis entre todos estes grupos passou despercebido. “É tudo um bando de viado desocupado” Disparou um senhor vendo a parada pelo vidro do ônibus em que um amigo meu estava na rua da Consolação.
Para que estava por lá, como eu, as horas de caminhada lembram muito um desfile de carnaval baiano e se afastam claramente da militância e do debate sobre o tema. Uma evidência disto esta nos carros de som, em sua grande maioria comandados por casas noturnas GLS que não são nada mais que empresas de evento que visam o lucro e não a defesa da causa. Carros como o do grupo Prisma do DCE-USP que propõe o debate da temática Gay dentro e fora da universidade foram exceções.
Fica claro, deste modo, que a parada apesar de representar uma imensa conquista para o amadurecimento do debate sobre diversidade sexual dando uma visibilidade anual à questão, não possui em seu roteiro de atividades com este cunho esclarecedor ou didático o que poderia colaborar e muito com a redução do preconceito. Quem se vê representado na parada? Será claro para todos ali que a sexualidade possui diversas formas de se manifestar e que estas formas não se simplificam numa grande divisão Heteros X gays.
A questão da diversidade sexual diz respeito a qualquer um de ambos os “lados” que queira ter uma vida sexual saudável e sem fantasmas. Entrar no debate não significa se expor ou localizar-se neste ou naquele grupo afinal o que está em questão são as idéias que envolvem o tema, elas precisam ser iluminadas e disto depende o bem estar da sociedade como um todo.
SP – 16/07/2004
Cena do filme "Delicada Relação" Tratamento sério porém vago do tema. Vale conferir! Beijos a todos.

enviada por TOM



01/06/2004 20:00
Sou estranho, mas no bom sentido! Se é que podemos ser estranhos no mal sentido, ou se é que a estranheza pode ser polarizada assim. O fato é que sou desgraçadamente instável, o cotidiano me desestabiliza, por mais pacato que este cotidiano se apresente para mim. Tá complexo? É natural eu costumo ser complexo quando estou assim.
Mas o que há de errado com a desestabilidade ? Talvez ela seja uma grande força e impulso criativo. O problema é que a instabilidade, em mim, vem sempre acompanhada de um julgamento integral de todos os elementos que me determinam como ser. A família, a faculdade, o trabalho, os amigos, a existência, Deus...Não consigo entrar em contato com o elemento que me causa mal estar e saio atribuindo a culpa e a devastação a todos os âmbitos e desembocando no caos.
Será que estou sendo dramático demais? Será que preciso de terapia? Será...Bem agora as perguntas são muitas, em algumas horas talvez estarei bem. Talvez leve dias. Acontece. Mas o fato é que sempre acabo saindo deste estado estático nas ações mas completamente dinâmico internamente. Não se irritem comigo nem ao lerem este texto nem ao lerem meus últimos atos. Para conforta-los postarei junto destas palavrinhas desconexas a imagem de alguém que apesar de instável, esquisita, incoerente e imprevisível...Como eu J...Consegue ser uma das pessoas mais intrigantes e geniais que conheço. Até me emociono ao falar nela. Bjork.
enviada por TOM



25/05/2004 21:00
Meus amigos leitores, primeiramente eu agradeço profundamente pela audiência do último post (apesar de que boa parte dos coments foram meus e da Sol, minha fiel escudeira que "atende" no "poesiaviva" aqui linkado, recomendo!). Aos que desejam saber como estou e o que tenho feito ultimamente saibam que tenho trabalhado muito tanto no estágio quanto em meus trabalhos da faculdade, muito prazerosos por sinal. Tenho ainda sofrido com a maldição da falta de tempo que concluí ser um fenômeno psicológico, meio óbvio, né?
Quero postar aqui o poema de um "poeta menor" chamado Fernando Pessoa (rsrsrs). Alguns indícios sugerem que num futuro próximo este cara ganhará em minha vida o status que só dei a uns poucos selecionados criteriosamente como Drummond e Bandeira. Só preciso ter tempo para ler um pouco mais de seu trabalho poético.

Poema em linha reta

Fernando Pessoa
(Poesias de Álvaro de Campos)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



enviada por TOM



17/05/2004 19:28



Saibam que jamais será a intensão deste blog inserir imagens copiadas por aí, mas a Marisa em especial merece um cantinho no meu blog tão predominantemente verbal. Marisa é para mim a própria personificação da poesia com sua discrição e simplicidade...Ah naõ dá pra ser menos piegas: Eu amo esta mulher!
enviada por TOM



12/05/2004 12:52
Ô meu bloguinho, quanto tempo né? Que pai desnaturado eu tenho sido. Prometo que jamais o abandonarei completamente, percebo que quando minha vida está um pouco mais divertida eu me esqueço de você, Que feio!
Tenho andado bastante distraído, minha fase de ser assexuado passou e já volto desgraçadamente a pensar em coisas do coração, xíííí! Mas estou de um certo modo tranqüilo, arriscaria até dizer que estou, em relação às minhas emoções, “aberto e sem exigência como a praia esperando por um presente do mar” ( Anne Monroe Lindberg). A frase toda desta escritora diz o seguinte:
“ O mar não recompensa aos que são por demais ansiosos, ávidos ou impacientes, escavar tesouros é mostrar, não só impaciência mas falta de fé, e precisamos nos deitar vazios, abertos e sem exigências como a praia, esperando por um presente do mar” Que profundo isso, não? Lembrar-me disso agora...

enviada por TOM



28/04/2004 14:13
TENTANDO SER ORIGINAL
Olá meu querido público, fiel e paciente, Estou de volta. Desta vez não quero filosofar sobre pessoas, relacionamentos e poesia, pois isto seria mais do mesmo e não quero de modo algum aborrece-los.
Tratar de política, economia, sociedade, religião e sexualidade neste momento de minha vida daria margem a diversos problemas, eu sem dúvidas iria escrever um texto ridículo, dizendo o que todo mundo fala resultando num produto permeado de clichê, senso comum, generalização, estereotipo e tudo aquilo o que sempre peço para os meus alunos não fazerem.
Falar de sexo...Não! Melhor fazer... Com segurança! Com amor!
Prazer, hedonismo, suprimento total do corpo e da mente, viagens, laser, cultura, diversão e arte. Ah...minhas eternas utopias, não estão para serem aprisionadas no mundo das letras estão para serem praticadas as vezes acredito que é nelas que apoio minha noção primordial de felicidade. Esta palavra maluca.
É...Neste momento o que me resta fazer é contar-lhes uma piadinha que é a mãe de toda a insanidade e ausência de assunto. Não será de humor negro, pois tenho medo de ir pro inferno. Lá vai: “Dois tomates caminhavam pela rua...” Tô brincando! “O que são dois pontinhos...”, melhor não!! Bem, vocês sabem quanto vale um ventilador quebrado menos um homem cansado? TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC. Desistem? Vale trinta! Por que? É que um ventilador quebrado não venta e um homem cansado se senta. Noventa menos sessenta é igual a trinta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Putz!


enviada por TOM



07/04/2004 15:59

Meu pensamento exige palavras que façam com que ele repouse de seu desequilíbrio e encontre a paz de ser exteriorizado de modo eficiente. Palavras aos montes, palavras simples mas certeiras. Clarice já dizia: "Que ninguém se engane, eu só consigo a simplicidade com muito trabalho". Sabem eu temo que muitos de meus companheiros se percam em meio a tanta informação e não consigam filtrar boa parte desta carga intelectual que nos enchem a mente diariamente, temo por mim também.
Definitivamente não precisamos de tanta informação, não sem um bom filtro, não sem uma sólida capacidade crítica que nos dê algum discernimento. Percebam não se trata de pensarmos no que é certo e errado, mas sim do que é útil e do que é inútil. A universidade nos proporciona tanta informação que acabamos tendo roubada a chance de aprofundarmos os inúmeros assuntos que passam por nossos olhos e ouvidos quotidianamente.
O conteúdo universitário, as notícias de jornal, os programas de TV, os livros, as histórias em quadrinhos, filmes, peças de teatro...tudo corre o risco de cair num único patamar de informações curiosas, levemente instigantes porém esquecidas, como se tudo não passasse de um grande show de entretenimento.
O que nos falta afinal? Falta tempo, falta disposição, faltam espaços para diálogo e troca honesta de informações, os quais, acredito eu, são o único caminho para respondermos com sucesso desde as questões éticas e filosóficas até às de áreas mais específicas. Onde está este lugar? Onde estão os humildes e pacientes ouvidos e bocas que procuro?
enviada por TOM



30/03/2004 14:36
São tantas as pessoas que passam por mim todos os dias que mal tenho tempo de agradecer-lhes e dizer o quanto fazem parte de minha vida. O quanto me acrescentam e me provocam e fazendo-me sair da inércia. Pessoas rompem o meu equilíbrio homoestático. Pessoas como vocês, como eu. Já questionei se estas pessoas, de fato, são as melhores para mim e principalmente se tenho sido o melhor para elas. Já tentei mudar, me aprimorar, conhecer gente nova, sair do mesmo lugar e ganhar o mundo. Bobagem! Inútil lutar contra o que a vida está me dando de presente: Essa gente que me envolve o que vocês são? Imagem, som, movimento matéria...Algumas, para mim, apenas imagens. Vivemos da imaginação?
"De que te serve o quadro sucessivo de 'imagens' ao qual chamamos mundo?"
enviada por TOM



17/03/2004 11:22
Pressinto que as coisas não podem continuar assim. Não, as coisas não vão continuar assim. Não vão porque esta camisa com este tênis é uma combinação muito diferente do meu estilo corriqueiro, não vão porque as três últimas pessoas com as quais conversei não voltarão a falar comigo nos corredores da faculdade sobre sexualidade, teatro, movimento estudantil e relações afetivas. Não respectivamente. Não necessariamente nesta mesma ordem!
Sinto que meu humor de quem está no meio do mês de março do ano de 2004, imerso em datas de aniversário e contas a pagar, jamais se repetirá, não combinados com este corte de cabelo e com esta barba mal feita!
Ë quase certo que jamais voltarei a acordar e escovar os dentes com uma velha escova de dentes vermelha enquanto ouço a tosse de minha irmã febril e logo em seguida tome café com leite acompanhado de meio pão com margarina na toalha nova branca de rendas azuis que ainda tem aquela forma durinha graças ao pouco uso...Não após um final de semana preenchido por duas “baladinhas” seguidas, cachorro-quente na Paulista, bate-papo com a família na sala apertada...Não com estas pessoas, não nestes lugares, não na presença dos mesmos objetos, dos mesmos sons, não com as mesmas músicas e poemas na cabeça. Não! Já sinto uma saudade e uma sensação de perda pois este momento, tal como eu vivi, errando mais de cinco vezes a tecla “ç”. Este momento, definitivamente, acabou.


enviada por TOM



08/03/2004 15:47
Uau, o departamento de linguística é mesmo genial. Adorando!!! Professores claros, objetivos e generosos na transmissÃo do conhecimento. Pesquisa, visào prática, sistematização e organização ímpares...Falta isto nas disciplinas de outros departamentos. Estou orgulhoso de minha escolha.
Confesso, porém, que ainda me falta coragem para largar de mão as áreas ligadas à teoria e crítica literária, tenho uma intuição de que teria ótimas chances nesta área à minha espera, temo a especialização...Mas por enquanto ainda estou no tempo de sentir. Sentir o que cada área pode me oferecer e, obviamente, o que posso oferecer em troca. E este drama se estende às artes cênicas, à música, ao um dos rumos: educaçào/comunicação...Acho que finalmente encontrei todas as perguntas que tenho em relação ao meu lado profissional. Onde estào as respostas???

enviada por TOM



03/03/2004 14:48
Estive lendo outros blogs, não só de amigos, mas também de gente desconhecida. É engraçado...Encontrei um tema recorrente, um provável “Tópus” entre os blogueiros: A falta de assuntos interessantes. Mas que raio é esse tal assunto interessante que nunca vem? Sócrates, aquele doidinho que viveu em Atenas, conseguiria tornar as porcas e parafusos da desesperada da Macabéa “interessantes” ou, pelo menos, questionáveis instigantes. Sei que pareço repetitivo para alguns amigos, mas insisto em me apoiar na frase: “Tudo o que é humano não me é alheio”, seja ela de quem for...
As questões mais cotidianas escondem um gigantesco leque de possibilidades de observação, o mundo é cronicável. Não precisamos inventar nada parem 30 segundos e percebam os gritos insistentes e desesperados deste mundo aparentemente banal e desmotivante.

enviada por TOM



26/02/2004 14:55
Inhaiiii!!! Como foram de carnaval? Cheguei à tardia conclusão de que feriados como carnal, páscoa, Natal e afins devem ser planejados. De preferencia preenchidos com viagens diferentes e inuzitadas, de preferência com pessoas diferentes...Tô querendo demais né? Mas se houver o mínimo de planejamento vs se livrarão de ficar um a semana inteira em casa assistindo TV e brincando com a interessantíssima irmã de 10 anos.
De todo modo quero um dia curtir o carnaval como jamais fiz: Desfilar em duas ou três escolas de samba, curtir a arquibancada, viajar pro Rio pra curtir o camarote da Bramma...TAlvéz a partir deste episódio eu até me sinta mais Brasileiro.Quem sabe eu comece a curtir futebol e cerveja. Há há há.
O fato é que perdi uma grande oportunidade de curtir melhor o último momento de diversão antes do reinício definitivo de minhas atividades na Faculdade e no estágio da FEUSP. O ano vai, finalmente começar. EStou pronto? Acho que sim, pelo menos pretendo estar mais aberto, menos exigente e mais sincero...Talvez até mais amigo. Bem, como eu disse, são pretenções, a prática da vida sempre me põe à deriva. Que bom. Acho que este post ficou muito mais diário e menos reflexivo em comparação aos outros. Não amanhecí muito poético hoje.


enviada por TOM



12/02/2004 15:19
Algumas pessoas já me disseram isto: “ O sofrimento enobrece o homem.” Mas atentemos para o fato de que no sofrimento, nos obstáculos constantes, paira uma certa sensação terrível a qual eu tenho grande temor: A inércia diante das coisas. Posso tentar descreve-la brevemente, é como se estivéssemos anestesiados e privados das sensações humanas de dor, alegria, temor, satisfação, gratidão...Então o desejo de lutar por nossos objetivos desaparece, já não sonhamos e a existência torna-se um presente contínuo prolongado. Esta coisa que eu chamei de inércia nos põe num estado de “telespectadores” da vida a nossa volta, como quando diante da TV, sonolentos, não nos motivássemos a rir e a chorar e a ansiar pelo desfecho. A TV é tão óbvia, a vida, as vezes, nos envolve nesta obviedade, nesta nauseante certeza de que a desgraça e a desilusão são certas e não precisamos gastar nossas forças lutando contra.
Para vocês que lêem este texto, devo dizer que não me sinto mergulhado nisso, trata-se apenas da descrição de um estado que me ocorre as vezes, ele vai e volta. Mas felizmente ainda choro de tristeza, ainda me desespero e sonho muito!
Que haja vida para eu continuar lutando e chorando e rindo e sentindo a vida pulsar. As pessoas...Que elas também enxerguem “nossa” humanidade frágil e sintam-se a vontade para formarem comigo uma corrente de desejo, vontade, efervescência e fé.

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.



enviada por TOM



23/01/2004 16:01
Bem, bem, bem. Estou de volta e agora é pra valer. Aproveitei tudo das férias que estavam mui enfadonhas até que surgiu uma adorável e inesquecível viagem de cinco dias para Ilha Bela. Lindo! Eu estava me sentindo protagonista de "A lagoa Azul 3" Numa versão moderninha com 8 náufragos, nada melhor viu! Viajar é sempre uma ótima pedida mesmo sendo tão caro. Agradeço a todos os que tentaram me escrever ou falar comigo durante as férias e espero sinseramente que em 2004 eu consiga manter minhas amizades de 2003, todas ótimas e valiosas.
Consegui minha habilitação em linguística e me ocorreu que devo fazer algo que não fiz muito no ano passado: Estudar. É um pouco injusto dizer isto pois estudei sim, de um modo mais prático, mas estudei! Este ano, porém, quero estar mais curioso, mais dedicado pretendo direcionar este conhecimento rumo à minha profissionalização como professor. É...Quero ser bom, muito bom nisso.
Em breve eu publico algumas fotos de férias, do meu anivers, do grupo TAl, entre outras que vou pescar nos blogs amigos. Não nos afastemos! Cuidem-se todos! Até.
enviada por TOM






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